ACATS Ceasa/SC reunião virtual

As diretorias das Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) e da Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) reuniram-se na manhã de sexta-feira, 8 de outubro, para tratar de questões pertinentes à comercialização de hortifrutigranjeiros. 

O objetivo do encontro, realizado de forma virtual, foi buscar soluções conjuntas para fortalecer o produtor rural da agricultura familiar catarinense, bem como os comerciantes que disponibilizam os produtos para o consumidor final, tendo a Ceasa/SC como entreposto logístico que une as duas pontas da comercialização de FLVs no Estado. 

Os principais pontos discutidos na reunião foram os estudos para a mudança de local da unidade São José da Ceasa/SC, a melhoria da infraestrutura atual para ampliar o espaço para estacionamento de veículos, a questão da rastreabilidade dos FLVs e o horário de funcionamento da central. Como resultado da reunião, foi determinada a criação de uma comissão, envolvendo participantes de ambas as entidades, para dar encaminhamento às demandas de forma unificada.

O presidente da ACATS, Francisco Antonio Crestani, abriu a reunião falando da necessidade de fortalecer o produtor rural catarinense para que o comprador supermercadista possa adquirir seus produtos com qualidade, estimulando a economia catarinense e a circulação de recursos no Estado. 

Por sua vez, o diretor-presidente da Ceasa/SC, Gilmar Germano Jacobowski, relatou as diversas ações em andamento na central que vão ao encontro das demandas apresentadas pela entidade supermercadista. 

Realocação da unidade São José da Ceasa/SC
De acordo com Jacobowski, a realocação da Ceasa/SC em São José está em discussão com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural (SAR). A secretaria autorizou a realização de estudos para a transferência de local e um projeto deverá ser levado para a apreciação do governador do Estado. 

“Estamos lançando a semente e queremos contar com a participação de outras entidades, bem como o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), para que fique tudo às claras, com toda a transparência”, afirmou o diretor-presidente. 

“A Ceasa está neste local há 43 anos, porém a cidade cresceu ao seu redor. Isso vem acarretando desafios na operação, especialmente em relação ao horário e ao fluxo de veículos de carga e descarga. A nova sede é um sonho antigo e que poderá se transformar em realidade. O que precisamos é unir esforços para criarmos representatividade à altura da força do agronegócio e desta forma encontrar a melhor solução para o Governo do Estado a colocar em prática” completou Jacobowski.

O presidente da ACATS, Francisco Crestani, destacou que é importante ouvir as demandas dos supermercadistas, para que evitem comprar em Ceasas de outros Estados. O diretor Ivan Trapadalli, da ACATS, reforçou o argumento destacando que a construção de um novo modelo de Ceasa, com outro formato e localização, deve ser feita com um tripé, envolvendo Ceasa/SC, produtores rurais e supermercadistas. 

Além de um novo espaço para Ceasa/SC em São José, o diretor-presidente Gilmar Jacobowski falou que está em análise a abertura de novas unidades em outras regiões do Estado. Nesse sentido, citou o andamento da incorporação da Ceasa Joinville e da instalação de uma possível nova unidade em Chapecó, onde a estatal possui terreno próprio. 

Melhorias na atual estrutura da Ceasa/SC
Em paralelo aos estudos para uma nova central, existem projetos para melhorar a atual infraestrutura da unidade São José. Está em andamento o processo para autorização da canalização do Rio Araújo no trecho que passa pelo terreno da Ceasa/SC. Essa medida, somada à pavimentação de parte do pátio às margens do rio, deve ampliar a área de estacionamento, o que favorece a logística operacional dos veículos na central. 

Jacobowski lembrou que a recente criação do bolsão de estacionamento foi um importante avanço para a melhoria do trânsito na região, que costumava ficar congestionado próximo ao horário de abertura da comercialização.

Horário de funcionamento
Outro ponto de destaque na reunião foi o horário de funcionamento. A diretoria da ACATS trouxe a demanda dos supermercadistas sobre a necessidade de antecipar o horário de abertura da central, em São José. Jacobowski explicou que existe uma recomendação do MPSC para cumprir o horário de funcionamento atual, por conta da reclamação de vizinhos sobre o barulho. 

Rastreabilidade e monitoramento

O diretor da ACATS Salvio Luiz de Souza trouxe a questão da rastreabilidade como um desafio a ser enfrentado. Os supermercadistas estão deixando de comprar com produtores rurais que se recusam a usar as etiquetas de rastreabilidade. Isso prejudica tanto a agricultura familiar catarinense quanto os supermercadistas, que acabam pagando um preço mais alto por produtos de outros fornecedores. 

Jacobowski relatou que a Ceasa/SC realiza o monitoramento de agrotóxicos por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPSC, que responsabiliza a central a enviar para análise laboratorial 120 amostras de produtos para verificar a conformidade quanto ao uso de defensivos agrícolas. Aqueles que estão inconformes, sofrem as devidas penalidades. Além disso, a Ceasa/SC realiza constantemente a fiscalização sobre o uso da etiqueta de rastreabilidade. 

Comissão será formada entre Ceasa/SC e ACATS
Como saída da reunião, foi definido entre as entidades a formação de uma comissão com representantes da ACATS e da Ceasa/SC para o encaminhamento dessas questões. O objetivo será fortalecer as entidades em demandas comuns, para promover melhorias na comercialização dos hortifrutigranjeiros em Santa Catarina. 

Jacobowski encerrou a reunião afirmando que a Ceasa/SC e a ACATS devem andar cada vez mais unidas para pensar o futuro da Ceasa em conjunto.

“Essa aproximação é muito importante para que possamos nos fortalecer e encaminhar nossas demandas em conjunto. Nosso objetivo é fortalecer a agricultura familiar e estimular a economia catarinense, por meio do agro”, concluiu o diretor-presidente da Ceasa/SC. 

Informações para a imprensa:
Alícia Alão
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