Engenheiro agrônomo André Medeiros entrega laudo para produtor Jaime Felippe

Foram entregues no mês de novembro os resultados das análises de resíduos de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes (FLV) comercializados na Ceasa/SC. De acordo com o engenheiro agrônomo André Medeiros, das 65 amostras recolhidas no final de setembro, 80% apresentaram conformidade, ou seja, estavam de acordo com os níveis permitidos de defensivos agrícolas. 

A medida faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Ceasa/SC em 2010 com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Por meio deste, são realizadas anualmente a coleta e análise de 120 amostras de hortifrutis comercializados no entreposto. O objetivo é assegurar a qualidade e a segurança do alimento vendido na Ceasa/SC, preservando a saúde pública tanto do produtor rural quanto do consumidor final. 

A análise das amostras é feita pelo laboratório Agrosafety, empresa licitada para a atividade. Até o final do ano de 2020, outras 55 amostras serão recolhidas para completar os 120 acordados no TAC.

Os resultados das análises foram entregues aos produtores rurais e boxistas. O produtor Jaime Felippe, 35 anos, valoriza o cuidado com o uso dos defensivos agrícolas. Ele explica que tem uma cliente com criação de coelhos, que são animais muito sensíveis para a qualidade dos alimentos. Ela compra seus legumes pois confia na qualidade.

“É a quarta vez que fazem análises dos meus produtos e nunca deu inconformidade. Capricho com essas coisas, o que não quero pra mim, não quero pra ti. Quando eu colho, penso no próximo”.

O produtor Lírio Vanderlino Meurer, 58 anos, ficou satisfeito com o resultado.

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“Tivemos problemas no passado, corrigimos e há anos que sempre deu tudo certo. É importante fazer essas análises. Cada produto tem receituário próprio. Além disso, tem que respeitar a carência, ou seja, se aplica o produto, tem que esperar um período para poder colher”, explica o agricultor, que trabalha há mais de 30 anos na Ceasa/SC.

Para os empresários dos boxes, a análise dos resíduos de agrotóxicos faz parte da rotina há bastante tempo. O boxista Ariel Duessmann faz o monitoramento de seus produtos há cerca de 10 anos, para atender às exigências de clientes supermercadistas. É a mesma situação do boxista Lucinei Estevão Guesser, 33 anos.

“Sempre estivemos em conformidade, acho muito importante”, valoriza Guesser.  

Os produtores ou boxistas que tiveram suas amostras identificadas com inconformidades recebem orientações da Ceasa/SC e são convocados pelo MPSC para assinar um TAC. O produtor ou a empresa devem se comprometer a fazer a rastreabilidade e arcar com os custos de duas amostras.

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