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A paralisação dos caminhoneiros começa a apresentar reflexos na oferta e na procura de produtos hortifrutigranjeiros nas Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina - Ceasa/SC.  

Foi observada uma redução pontual na oferta de determinados produtos e a presença de compradores está abaixo da média para o período. No entanto, não há desabastecimento. Quanto aos preços, não há registro de alta, devido ao equilíbrio entre oferta e procura.

O diretor-presidente da Ceasa/SC, Gilmar Germano Jacobowski, está monitorando a situação e acredita que a situação vá se normalizar em breve.

“O que mais está impactando é o medo das pessoas, seja dos produtores ou dos compradores, que deixam de vir. O que pode ocorrer é que alguns motoristas não conseguem se explicar sobre a carga perecível e acabam ficando retidos. Mas são casos pontuais. Agora é hora de ter muita tranquilidade, estamos monitorando e esperamos que a situação vá se resolver logo”, explicou. 

A ocupação dos Pavilhões dos Produtores registrou ausência de 19%, enquanto a média diária é em torno de 4 a 5%. 

Isso significa que muitos produtores rurais deixaram de colher e trazer suas mercadorias por receio de ficarem presos em bloqueios nas rodovias ou de não ter compradores suficientes para sua carga. 

Por conta disso, alguns itens como tomate cereja e pimentão verde apresentaram oferta reduzida. Ao mesmo tempo, alguns produtos como a couve-flor e o brócolis estão com excesso de oferta e preço baixo, devido ao número menor de compradores.

Os produtores rurais que vendem seus produtos na pedra - como é chamado o espaço de comercialização nos pavilhões - trabalham apenas com mercadorias de Santa Catarina. São, em sua maioria, hortaliças como verduras e legumes.

Já os boxistas, que vendem produtos de fora do Estado além dos catarinenses, relataram casos pontuais de dificuldades para a chegada de suas cargas. 

Os principais atacadistas, como Primalta (frutas em geral), Petry (batatas), Irmãos Marino (frutas em geral) e Casa das Bananas (bananas), relataram que estão com abastecimento normal, apesar de pequenos entraves nas rodovias. 

Por sua vez, a Paulisul (frutas) relata que alguns caminhões ficaram retidos. Por conta disso, podem ficar sem goiaba e uva de mesa para a próxima semana, se não chegarem novas cargas nos próximos dias. 

A Cantu (frutas e orgânicos) informou que não há desabastecimento, porém, também tiveram um caminhão retido. Além disso, notaram a falta de compradores em comparação ao movimento esperado para o dia da semana.

“É importante que a população se mantenha tranquila e não faça estoque de alimentos, pois não há essa necessidade”, reafirmou Jacobowski. 


Informações para a imprensa:
Alícia Alão
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